O volume de material entorpecente e de guerra retirado de circulação pelos agentes da P2 chamou a atenção, representando um duro golpe financeiro na estrutura da facção
Cinco criminosos foram presos e um verdadeiro arsenal de drogas e armas foi apreendido pelos agentes do Setor de Inteligência (P2) do 15º BPM (Duque de Caxias) na madrugada da última quinta-feira (18), na Vila Operária, Baixada Fluminense.
A ação, que visava monitorar a interferência do Comando Vermelho na rede de internet local, terminou em confronto armado na Rua Vigilante Mun. Com os acusados, que somam diversas passagens pela polícia, os militares arrecadaram duas pistolas com numeração raspada, rádios e milhares de pinos de cocaína, pedras de crack e tabletes de maconha. O caso foi registrado na 59ª DP.
A operação foi deflagrada após o comando da unidade mapear que diversos postes da comunidade apresentavam marcas de incêndio, uma tática rotineira de facções criminosas para inutilizar serviços formais de telecomunicações e forçar a contratação de provedores clandestinos controlados pelo tráfico.
Bando surpreendido
Durante o patrulhamento velado para averiguar a situação, as equipes da P2 se depararam com o bando armado. Ao notarem a presença dos policiais, os traficantes abriram fogo, iniciando um forte tiroteio. No meio do confronto, um estabelecimento comercial da região chegou a ter a fachada atingida por disparos efetuados pelos criminosos, sofrendo danos materiais. Ninguém ficou ferido.
Ficha limpa passa longe
Após o cessar-fogo, os agentes realizaram um cerco tático e capturaram cinco suspeitos em flagrante. Entre os detidos, a polícia identificou lideranças locais e velhos conhecidos da Justiça: Jorge Luís dos Santos Castro, o “Mortadela” (40 anos), possui 5 passagens pela polícia, sendo 3 por associação para o tráfico (art. 35) e 2 por tráfico de drogas (art. 12); Ruan Carlos Lima Cummins, o “Morador” (33 anos), possui 1 passagem por roubo majorado (art. 157); Deivid Silva Galdino, o “DVD” (30 anos), possui 2 passagens pelo artigo 140 (injúria); Christian da Silva Pauluze, o “GL” (24 anos); e Pablo Stephen Moura da Silva, o “PB” (23 anos).
Contabilidade do tráfico prejudicada
O volume de material entorpecente e de guerra retirado de circulação pelos agentes da P2 chamou a atenção, representando um duro golpe financeiro na estrutura da facção criminosa que domina a Vila Operária. Ao todo, os policiais apreenderam duas pistolas com numeração suprimida, uma da marca Bersa e outra Taurus, carregadas com 34 munições no total, além de cinco rádios transmissores utilizados na comunicação dos traficantes.
A contabilidade do tráfico sofreu um forte desfalque com a apreensão de milhares de cargas de drogas prontas para a comercialização, todas devidamente fracionadas por valores de venda. No estoque de cocaína, os militares contabilizaram 6.275 pinos da droga, divididos em cargas de 10 e 5 reais. O crack também apresentava expressiva oferta, somando 5.214 pedras encartadas para venda a 5 e 10 reais. No segmento de maconha e suas variantes, o prejuízo somou 4.385 unidades, incluindo 715 porções da modalidade conhecida como “Flor” comercializadas a 20 reais, além de tabletes tradicionais cujos valores variavam de 5 a 40 reais.
