
O pai e a mãe de Eduarda Cruz dos Santos Bastos, morta com um tiro na cabeça/Reprodução/ Joziane Barbosa/Agência O Globo
Uma tentativa de ataque criminoso terminou na morte de Eduarda Cruz dos Santos Bastos, de 7 anos, na madrugada desta segunda-feira (22), no bairro Rodilândia, em Nova Iguaçu. Cerca de cinco homens armados invadiram a residência da família pelos fundos.
No momento da ação, estavam no imóvel apenas a menina e sua mãe, Thais Iolanda. A principal linha de investigação da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) indica que o alvo dos criminosos seria o pai da criança, Leandro Abreu.
Moradores da região relataram ter ouvido vários tiros. Depoimentos colhidos pela polícia dizem que um dos invasores teria entrado em desespero ao notar que a menina havia sido baleada, chegando a gritar que o grupo tinha cometido um erro antes de fugirem do local.
Eduarda foi socorrida pela mãe e levada ao Hospital Geral de Nova Iguaçu (HGNI) em estado gravíssimo. A Secretaria Municipal de Saúde confirmou que a equipe médica realizou os procedimentos de emergência, mas a criança sofreu uma parada cardiorrespiratória e não resistiu. O corpo foi direcionado ao IML do município.
Covardia
Em depoimento na sede da DHBF, em Belford Roxo, a mãe relatou os momentos de terror. Thais contou que, ao perceber a invasão, ordenou que a filha se escondesse embaixo das roupas dentro do closet do quarto. Assustada, Eduarda acabou abrindo a porta do armário para observar a movimentação e foi atingida na cabeça.
“Ela se escondeu debaixo das roupinhas, deve ter saído pra poder olhar e ele atirou, disse, ainda muito abalada.
Homens se apresentaram como policiais do Bope
Ainda segundo a mãe, os invasores procuravam o pai da menina e se identificaram como integrantes do Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais) ao arrombar a porta: “Eles arrombaram a nossa casa e entraram lá falando que eram do Bope , falando que era polícia e ficaram procurando mais pessoas na casa”, relatou.
Muito abalada e amparada pelo companheiro, a mãe lamentou a perda da filha, mencionando que a menina era inocente e sonhava em ser policial. O pai de Eduarda preferiu não falar com a imprensa. A DHBF segue trabalhando para identificar e prender os autores do crime.
“Ela tinha sonhos, sonhava em ser policial e eles tiraram a vida da minha filha”.
Terceira caso na Região Metropolitana do Rio
Dados do Instituto Fogo Cruzado mostram que esta é a terceira criança morta a tiros na Região Metropolitana do Rio em 2026. Ao todo, oito crianças foram baleadas no período: três morreram e cinco ficaram feridas.
