PM do Rio abrirá nova licitação para abastecer a frota, após denúncias de elo entre distribuidora e o PCC
Quase um ano após a Operação Carbono Oculto revelar que a Rede Sol Fuel Distribuidora é investigada por suspeita de lavar dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC), a Polícia Militar do Rio de Janeiro anunciou que fará uma nova licitação para o abastecimento de suas viaturas. A decisão ocorre após questionamentos da imprensa, embora a corporação defenda a legalidade do atual acordo.
De acordo com reportagem do portal g1, assinado em março de 2025 pelo então secretário Marcelo de Menezes Nogueira, que deixou o cargo para se candidatar a deputado, o contrato de R$ 168 milhões tem validade até 2027 e prevê o fornecimento de quase 37 milhentos de litros de combustível para os 70 postos internos da PM.
Desde a assinatura, na gestão de Cláudio Castro, o montante recebeu três aditivos financeiros com recursos de convênios e do Fundo Especial da PM. O ex-governador e o ex-secretário afirmaram que o processo ocorreu via pregão eletrônico legal e sem interferências.
Combustível adulterado
Os problemas com a fornecedora não são recentes. Em maio de 2025, o 38º BPM apreendeu um caminhão da Rede Sol transportando gasolina com 37% de etanol, bem acima do limite de 27% permitido pela ANP.
O flagrante gerou um processo judicial sigiloso e uma multa de mais de R$ 1 milhão aplicada pelo estado. Além disso, no início deste ano, a Prefeitura do Rio suspendeu cautelarmente a participação da distribuidora em um contrato de R$ 68,2 milhões com a Mobi-Rio devido às investigações sobre o crime organizado.
