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Famílias de desaparecidos aguardam a identificação de corpos achados em poço em comunidade da Zona Sudoeste do Rio

O poço de concreto em área de mata usado pela milícia como local de desova em Rio das Pedras, na Zona Oeste do Rio/Reprodução

Uma das ossadas encontradas dentro do poço/Reprodução

A operação para a retirada das vítimas foi feita em conjunto com o Corpo de Bombeiros

As famílias dos jovens desaparecidos aguardam angustiadas pela identificação dos dois corpos resgatados de um poço de concreto em área de mata usado pela milícia como local de desova em Rio das Pedras, na Zona Oeste do Rio. Uma investigação sobre jovens desaparecidos levou a Polícia Civil a descobrir um cemitério clandestino na região. Em uma área de mata conhecida como Sertão, agentes da Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA) localizaram um poço de concreto com aproximadamente 20 metros de profundidade, que era utilizado para a desova de corpos.

A operação para a retirada das vítimas, realizada nesta quinta (18) em conjunto com o Corpo de Bombeiros, resultou no resgate de pelo menos dois corpos. Os restos mortais foram encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML) para o processo de identificação. As buscas foram iniciadas a partir de denúncias anônimas que apontavam a existência do poço, onde poderiam estar até 15 corpos.

GPS levou família a local de sumiço

A descoberta pode estar ligada ao desaparecimento de Luan Victor Bento Barbosa, de 15 anos, sumido há dois meses. A família rastreou o celular do adolescente, cuja última localização foi registrada em uma rua da comunidade.

“A localização do GPS marcou lá. Depois disso, não tivemos mais notícia”, disse um familiar, que afirmou suspeitar de abordagem por milicianos.

A denúncia também chegou à família de Ryan Palhares, de 25 anos, desaparecido desde 20 de abril após sair da Barra da Tijuca. “Daí em diante, meu filho não voltou para casa”, relatou um parente.

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