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Governador Ricardo Couto projeta superávit de R$ 5 bi no RJ e critica “captura” política da Alerj

Governador em exercício Ricardo Couto participou de almoço com empresários do grupo Lide no Copacabana Palace. Durante o evento, ele anunciou meta de reverter déficit bilionário, prometeu enxugar máquina pública com redução de secretarias e confirmou projeto contra devedores contumazes

Durante almoço com empresários do grupo Lide no Copacabana Palace, na Zona Sul do Rio, na tarde desta terça-feira (16), o governador em exercício do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, anunciou a meta de encerrar sua gestão com um superávit de R$ 5 bilhões.

O plano visa reverter o déficit de R$ 18,9 bilhões previsto na Lei Orçamentária de 2026. No mesmo discurso, Couto reforçou que não tem pretensões políticas futuras e criticou a Assembleia Legislativa (Alerj) por uma suposta “captura” das secretarias estaduais logo no início de seu mandato.

Para reduzir os custos da máquina pública, o governador em exercício prometeu diminuir o número de pastas do estado, que atualmente lidera o ranking nacional com 32 secretarias.

Combate à sonegação

O secretário estadual de Fazenda, Guilherme Mercês, classificou o plano como um desafio de R$ 24 bilhões (necessários para sair do saldo negativo e atingir a meta estipulada). O secretário destacou que o Rio enfrenta a pior arrecadação de ICMS per capita do país e detalhou as seguintes frentes de atuação:

Mapeamento de mais de 30 medidas econômicas, incluindo ajustes fiscais e combate rigoroso à sonegação; envio de um projeto de lei à Alerj para punir empresas que usam a inadimplência fiscal como modelo de negócio, visando aumentar a arrecadação e proteger a livre concorrência; bloqueio e impedimento de compra de produtos e emissão de notas fiscais da refinaria e de distribuidoras ligadas ao caso, após cassação de CNPJ pela Receita Federal.

Couto garantiu ao empresariado presente, que incluiu lideranças da Firjan, autoridades municipais e cônsules estrangeiros, que manterá as portas abertas para o setor privado e não adotará medidas de estrangulamento fiscal que possam prejudicar a atividade econômica e os investimentos no estado.

 

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