Partidos correm contra o relógio antes do início das convenções. Dentre os 13 postulantes que já confirmaram intenção de concorrer ao comando do país, somente duas frentes estruturaram suas chapas por completo
Faltando pouco menos de três meses para o início da votação em primeiro turno nas eleições de 2026, a maior parte dos pré-candidatos que almejam a Presidência da República segue com o posto de vice em aberto.
Dentre os 13 postulantes que já confirmaram intenção de concorrer ao comando do país, somente duas frentes estruturaram suas chapas por completo. Na busca por mais um mandato, o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) garantiu que o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) continuará ao seu lado. Paralelamente, o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), já formalizou o nome do presidente nacional de sua legenda, Gilberto Kassab, para o posto de vice.
Intensa negociação
O cenário nos outros partidos, contudo, ainda é de intensa negociação. No PL, a articulação liderada pelo senador Flávio Bolsonaro foca em encontrar um nome ideal para a composição, com forte inclinação por uma figura feminina. Essa escolha é vista como peça-chave para consolidar o apoio de legendas do Centrão.
Da mesma forma, o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), avança sem um companheiro de chapa sacramentado, mantendo conversas em busca de coligações que encorpem o seu projeto político. Esse compasso de espera se repete entre os demais prefeituras e pré-candidatos, que observam o desenrolar dos bastidores.
A tendência é que esse tabuleiro político se defina rapidamente nos próximos dias, visto que o calendário das convenções partidárias se abre no dia 20 de julho. Esse é o momento crucial em que as siglas chancelam suas candidaturas e alianças formais. Vale lembrar que o limite máximo estipulado pela Justiça Eleitoral para o registro definitivo das chapas se encerra em 15 de agosto.
