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Nova fase da Operação Patrinus prende PMs por venda de arma desviada na Baixada Fluminense

Material apreendido na operação do MPRJ contra policiais militares por peculato e comércio ilegal de arma de fogo

 

Uma ação do Gaesp/MPRJ, com apoio da Corregedoria da PM, prendeu três policiais militares na manhã desta terça-feira (30) na Baixada Fluminense. Os agentes são acusados de desviar uma arma apreendida em uma operação de julho de 2021, na comunidade da Caixa D’Água, em Belford Roxo, e vendê-la por R$ 6 mil, dividindo o lucro.

A investigação contra o cabo Michel Maia Rodrigues (que já estava preso desde maio) e os sargentos Marcio Pinto dos Santos, Rafael Carlos Barbosa e George Santos da Silva avançou após a quebra de sigilo bancário e a análise de um celular.

No aparelho, foram encontrados áudios, fotos e mensagens que comprovavam o comércio ilegal. Os mandados de prisão foram cumpridos em Belford Roxo e Nova Iguaçu.

Em nota, a Polícia Militar afirmou que não compactua com desvios de conduta e que os envolvidos serão punidos com o rigor da lei assim que os fatos forem comprovados.

Histórico de corrupção na região

Esta prisão faz parte de mais um desdobramento da Operação Patrinus, que investiga a corrupção de agentes públicos na Baixada Fluminense.

O histórico das fases anteriores aponta um esquema amplo: 2024 (1ª fase) – 13 PMs presos por organização criminosa, corrupção e peculato; julho de 2025 – 9 PMs presos; agosto de 2025 – 10 PMs detidos por extorquir comerciantes em Belford Roxo, cobrando taxas de segurança privada enquanto usavam fardas, armas e viaturas do Estado; maio deste ano – outros 11 policiais denunciados pelo mesmo esquema de propina com comerciantes.

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