Parreira oscila entre momentos de lucidez e coma induzido, diz boletim médico
Ex-técnico da Seleção Brasileira, Carlos Alberto Parreira, que trata uma inflamação pulmonar, permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva em hospital na Barra da Tijuca desde 16 de junho
Um novo boletim do Hospital Samaritano Barra informou nesta segunda-feira (13) que o ex-técnico da Seleção Brasileira Carlos Alberto Parreira apresentou uma discreta melhora do quadro clínico e sua sedação está sendo retirada gradualmente. A unidade, ele oscila entre momentos de lucidez e coma induzido.
Ele permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Samaritano Barra, da Rede Américas, na Zona Sudoeste do Rio, sem previsão de alta. Parreira está internado desde 16 de junho com diagnóstico de inflamação pulmonar. Apesar de o estado de saúde continuar sendo considerado grave, o quadro permanece estabilizado.
Traqueostomia
No dia 7 de julho, Parreria por uma traqueostomia. De acordo com o hospital, o procedimento permite a inserção de uma cânula no pescoço para auxiliar na ventilação artificial. O ex-treinador também permanece em diálise.
Ainda segundo o boletim, Parreira é acompanhado pelo pneumologista intensivista Arthur Vianna e por uma equipe multidisciplinar do Hospital Samaritano Barra.
Parreira e o linfoma de Hodgkin
Parreira tem um quadro de linfoma de Hodgkin, um tipo de câncer que começa no sistema linfático, um conjunto composto por órgãos e tecidos que produzem as células responsáveis pela imunidade e vazos que conduzem células por meio do corpo.
A característica da doença é se espalhar ordenadamente, de um grupo de linfonodos para outro. A expansão ocorre por meio dos vasos linfáticos. A doença surge quando um linfócito (célula de defesa do corpo), geralmente do tipo B, se transforma em uma célula maligna, que é capaz de se multiplicar e disseminar.
Assim, a célula maligna passa a produzir, nos linfonodos, cópias idênticas, que também podem ser chamadas de clones. Essas células podem também ir para outros tecidos próximos com o passar do tempo, e se não tratadas, atingir outras regiões do corpo.
Homens costumam ter maior propensão à doença do que mulheres. E ela costuma se originar com maior frequência na região do pescoço e na região do tórax.