Próximos passos do STF e PF contra o crime organizado podem abalar deputados fluminenses

STF

A investigação é conduzida no âmbito da chamada ADPF das Favelas e tem relatoria do ministro Alexandre de Moraes. Novas fases da Operação Unha e Carne devem mirar deputados estaduais do Rio investigados por supostos vínculos com milícias e facções criminosas, segundo fontes do Judiciário

 

A Operação Unha e Carne tende a apresentar desdobramentos inéditos no decorrer dos próximos dias. Informações divulgadas pelo jornalista Igor Gadelha, no Metrópoles, mostram que o Supremo Tribunal Federal (STF) junto à Polícia Federal estruturam novas frentes da apuração que examina o suposto vínculo de autoridades do Rio de Janeiro com milicianos e quadrilhas.

Conforme relatos do setor magistrado obtidos pela página, os novos focos serão parlamentares da assembleia fluminense sob suspeita de associação com quadrilhas organizadas. Agentes apontam que o próximo período da ação deve alcançar legisladores de ala centro-direita.

O processo corre dentro do escopo da denominada ADPF das Favelas sob a condução do magistrado Alexandre de Moraes, que ordenou à PF o exame de conexões prováveis entre quadros estatais e facções de crime.

Ação em etapas

Até este período, a Operação Unha e Carne contabilizou seis etapas. Em uma delas, os agentes federais executaram ordens judiciais mirando o investidor Fernando Trabach Gomes, dono de comércios de abastecimento.

No seu início, no término do ano de 2025, a Operação Unha e Carne buscava desvendar o repasse ilegal de dados secretos de missões policiais contra a facção Comando Vermelho.

Tentáculos avançam

Dentre os alvos iniciais figurou o parlamentar estadual Rodrigo Bacellar (União), ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio, que se encontra detido no presídio de segurança máxima na capital federal. No entanto, com o progresso dos trabalhos, o direcionamento da fiscalização acabou expandido.

Somado à suposta quebra de sigilo, os federais começaram a esquadrinhar acordos entre servidores da máquina pública e chefes tanto de tráfico quanto de grupos milicianos atuantes no território fluminense.

Até o presente, as autoridades não publicaram as identidades dos representantes da Alerj que estão na mira das futuras fases deste processo.