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PF descobre que rede de Vorcaro tentou subornar irmã de operador morto para garantir silêncio

Irmã de Luiz Phillipi Mourão, conhecido como ‘Sicário’, ameaçou revelar documentos contra família Vorcaro

 

Investigações da Polícia Federal (PF), enviadas ao ministro do STF André Mendonça e que tiveram o sigilo retirado nesta terça-feira (16), apontam que o grupo do ex-banqueiro preso Daniel Vorcaro agiu para calar Joana Mourão. Irmã de Luiz Phillipi Mourão, o “Sicário”, braço direito de Vorcaro que cometeu suicídio após ser preso em março de 2026, Joana ameaçava divulgar arquivos capazes de destruir a família do ex-banqueiro.

Com dificuldades financeiras após a prisão e morte do irmão, Joana passou a pressionar os integrantes da organização por recursos. As negociações foram assumidas por Manoel Mendes Rodrigues, o “Manolo”, apontado pela PF como o líder da “Turma”, braço do grupo ligado à contravenção e usado para pressões físicas e morais.

A reunião

Em abril de 2026, Manolo se reuniu com a mãe de Joana e propôs transferir contratos de ativos para o nome dela a fim de resolver o impasse.

Mesmo após as tratativas, Joana continuou com as ameaças. Em maio de 2026, ela afirmou em mensagens interceptadas que pretendia expor Henrique Vorcaro (pai de Daniel) em programas de TV como o Fantástico.

Dias depois, Joana cobrou a assinatura de um contrato. A PF identificou que ela virou sócia de uma empresa imobiliária com capital de R$ 1 milhão, o que levantou a suspeita de lavagem de dinheiro para repassar à família os ganhos ilícitos obtidos por Sicário.

Desdobramentos da operação

Antes de sua morte cerebral em um hospital de Belo Horizonte, confirmada como suicídio por cinco laudos periciais, Sicário era o operador violento do grupo, especializado em monitorar alvos, extorquir dados e fazer ameaças.

A 6ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada em 14 de maio de 2026, prendeu o pai do ex-banqueiro, Henrique Vorcaro, acusado de coordenar as redes de intimidação “A Turma” e “Os Meninos”.

A ação também prendeu o policial federal Anderson Wander da Silva Lima, que utilizava o cargo para acessar ilegalmente dados sigilosos de passaportes e viagens para ajudar a organização a perseguir opositores.

 

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