O peso do dinheiro nas urnas com repasse do Fundo Eleitoral para 2026
Criado em 2017 após o fim das doações empresariais, o fundo é distribuído com base em critérios que privilegiam os partidos com maior votação e maior número de parlamentares eleitos para a Câmara e o Senado
O Partido Liberal (PL) vai liderar os repasses do Fundo Eleitoral nas eleições de 2026, abocanhando R$ 881,6 milhões, o que equivale a 17,7% do montante total de R$ 4,96 bilhões. O valor praticamente triplicou em relação ao pleito de 2022 devido ao crescimento da bancada da legenda no Congresso.
Na segunda posição aparece o Partido dos Trabalhadores (PT), com R$ 615,3 milhões, seguido por União Brasil (R$ 526,2 milhões), PSD (R$ 421 milhões), PP (R$ 417 milhões) e MDB (R$ 400 milhões). Juntas, essas seis siglas vão concentrar cerca de 65% de todo o financiamento público do país.
Criado em 2017 após o fim das doações empresariais, o fundo é distribuído com base em critérios que privilegiam os partidos com maior votação e maior número de parlamentares eleitos para a Câmara e o Senado. Por conta dessa regra que fortalece as grandes siglas, diversas legendas de menor porte, como PV, PDT, PSB, PSDB e Novo, perderam espaço e participação percentual na divisão atual.
O cenário também foi redesenhado pelas recentes fusões e incorporações partidárias, como a união entre PTB e Patriota que gerou o PRD, e a absorção do PSC pelo Podemos, movimentos que mexeram diretamente no tamanho das bancadas e, consequentemente, na partilha do dinheiro público para as campanhas.