Bonde da PM acusado de extorsão a comerciantes é preso na Baixada Fluminense
Os agentes estiveram em vários endereços para efetuar as prisões/Reprodução
Os 13 policiais militares cometeram os crimes entre 2019 e 2020. Eles também vendiam armas e drogas apreendidas do tráfico
O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) deflagrou uma operação nesta quarta-feira (14), que resultou na prisão de 13 policiais militares suspeitos de integrar uma quadrilha responsável por uma série de delitos, incluindo o desvio e a venda de drogas apreendidas em ações policiais, em Belford Roxo, na Baixada Fluminense.
O grupo e um 14º suspeito, um ex-PM que está foragido, foi denunciado por promotores da 1ª Promotoria de Justiça junto às Varas Criminais de Belford Roxo, com apoio da Promotoria de Auditoria Criminal, por crimes de organização criminosa, corrupção passiva e peculato, praticados nos anos de 2019 e 2020. Todos tiveram as prisões decretadas pela Justiça.
De acordo com denúncia do MPRJ, à época dos crimes todos os suspeitos eram lotados no 39ºBPM (Belford Roxo). O grupo também é suspeito de cobrar valores de propina a comerciantes e mototaxistas do município, além da venda de peças de carros roubados. O material, que inclui pneus e rodas, seria retirado de veículos recuperados antes dos automóveis serem apresentados pelos PMs nas delegacias de polícia.
Celular deu início às investigações
Ainda segundo o MPRJ, a organização criminosa começou a ser investigada e descoberta após a análise da extração do aparelho celular do denunciado Julio Cesar Ferreira dos Santos, que responde por duplo homicídio na 1ª Vara Criminal de Belford Roxo pelas mortes de Edson Arguinez Junior, de 20 anos, e Jordan Luiz Natividade, de 18, atingidos por disparos de fuzil.
Os assassinatos ocorreram durante uma abordagem feita por dois PMs, em dezembro de 2020. A ação foi flagrada por câmeras de segurança. Na ocasião, os dois jovens foram retirados do local. Seus corpos foram encontrados numa região do município que é controlada pela milícia.
Grupo identificado
Com os dados extraídos do aparelho celular do policial militar Julio Cesar , o MPRJ identificou que o grupo de PMs do 39º BPM atuava cobrando propinas de mototaxistas para não exercer fiscalização, além de extorquir comerciantes em troca de venda de segurança clandestina. Também foram identificados crimes de peculato, através da apreensão e posterior desvio de drogas, armas de fogo, aparelhos celulares e de peças de veículos.