DHC caça bando do CV que torturou e esquartejou menor de 14 anos na Zona Oeste do Rio

Crime

Ronaldo Henrique, de 14 anos, desapareceu após ser levado por criminosos em Guariba

 

Uma força-tarefa da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) e da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) foi às ruas na manhã da última sexta-feira (19) para capturar os responsáveis pelo assassinato brutal de Ronaldo Henrique Souza Peixoto, de 14 anos, que foi torturado e esquartejado.

A operação ocorreu nas comunidades César Maia, Coroado e Fontela, na Zona Oeste do Rio, onde os agentes tinham o objetivo de cumprir quatro mandados de prisão preventiva por homicídio qualificado e um de busca e apreensão de um menor de 15 anos também envolvido no crime. A vítima sumiu após ser interceptada por traficantes do Comando Vermelho ao visitar a região.

As investigações revelaram que Ronaldo Henrique, morador do bairro de Senador Camará, foi até a Comunidade César Maia em 29 de março com mais dois amigos, cujo objetivo era o encontro de um deles com a namorada. Ao tentarem ir embora, o trio de adolescentes acabou interceptado por criminosos armados e arrastado de volta para o interior da favela.

Domínio do tráfico

Dentro do território dominado pelo tráfico, os três rapazes foram submetidos a uma violenta sessão de tortura. Enquanto dois conseguiram fugir em meio às agressões, Ronaldo não teve a mesma sorte e desapareceu. O desfecho trágico foi confirmado dois dias depois, quando os restos mortais do jovem foram localizados na Estrada da Matriz, em Pedra de Guaratiba, com o corpo esquartejado.

A equipe da DHC conseguiu identificar os criminosos que participaram diretamente da barbárie. Os alvos da operação são: Diogo Paixão Barbosa; Miguel Ferreira Salvo; Victor Tavares Vieira; Jonata da Silva Ramos; e um adolescente de 15 anos que também responderá pelo envolvimento na ação criminosa.

De acordo com o histórico das forças de segurança, a Comunidade César Maia atua hoje como uma das principais bases operacionais do Comando Vermelho na Zona Oeste da capital. A área é citada com frequência em inquéritos policiais de crimes de grande repercussão nos últimos anos, o que coloca a localidade no topo das prioridades estratégicas de combate ao crime organizado no Rio de Janeiro. As buscas continuam na região para localizar os foragidos.