Flamengo reduz endividamento em R$ 207 milhões

Fla

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O Flamengo apresentou uma recuperação financeira expressiva no segundo trimestre de 2026. Após investir um valor recorde de R$ 469 milhões no início do ano, impulsionado principalmente pela contratação de Lucas Paquetá, o clube reorganizou suas contas sem recorrer a novos empréstimos.

Entre março e junho, o Endividamento Operacional Líquido (EOL) caiu 42,4%, reduzindo-se em R$ 207 milhões e passando de R$ 488,1 milhões para R$ 281,1 milhões. Essa melhora permitiu recompor o caixa por meio da aceleração de receitas e da reorganização de pagamentos, tudo isso mantendo os investimentos no futebol, uma das maiores folhas salariais e um dos elencos mais valiosos da América do Sul.

A melhora dos indicadores também reduz a pressão criada após o primeiro trimestre, quando o clube registrou um déficit contábil de R$ 63,9 milhões. Na ocasião, a diretoria explicou que o resultado negativo foi provocado principalmente pela amortização de R$ 92,3 milhões referente aos direitos econômicos dos atletas contratados, efeito que impacta o balanço, mas não representa saída imediata de dinheiro do caixa.

Estrutura de receitas

Apesar do elevado volume de investimentos realizado em 2026, o Flamengo continua sustentado por uma estrutura de receitas considerada a mais robusta do futebol brasileiro.

Em 2025, o clube atingiu um faturamento bruto recorde de R$ 2,089 bilhões, registrou superávit de R$ 336 milhões e encerrou o exercício com Endividamento Operacional Líquido de apenas R$ 174 milhões, números que permitiram iniciar a atual temporada com capacidade financeira para investir de maneira agressiva no mercado.