Gaeco apreende cerca de 100 caça-níqueis em bingo clandestino na Zona Norte do Rio
Investigação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado aponta estrutura financeira liderada por bicheiros
O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), realizou na manhã desta quinta-feira (6) mais uma ofensiva contra a exploração ilegal de jogos de azar no estado.
Agentes cumpriram um mandado de busca e apreensão em um imóvel na Rua Conde de Bonfim, na Tijuca, Zona Norte do Rio, onde foram apreendidas cerca de 100 máquinas caça-níqueis em funcionamento.
A ordem judicial foi expedida pela 2ª Vara Especializada em Organização Criminosa. Segundo o MPRJ, a ação tem como objetivo desarticular o núcleo financeiro da organização investigada, responsável por movimentar recursos provenientes da contravenção e, posteriormente, ocultar a origem do dinheiro.
Operação Fissão
A operação é um desdobramento da Operação Fissão, deflagrada em outubro de 2024. A análise de dados obtidos naquela investigação apontou a atuação integrada de Rogério Andrade, Vinicius Drumond e Adilsinho na administração do esquema.
De acordo com o Gaeco, mensagens interceptadas durante a apuração indicam que os bingos clandestinos funcionam como uma das principais fontes de arrecadação do grupo, abastecendo financeiramente outras atividades criminosas.