Miliciano Tubarão atira granada contra policiais e acaba morto em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense
Delegado Mauro Cesar da Silva Junior, titular da DHBF detalha operação em que o miliciano foi morto/Pedro Ivo / Agência O Dia
Tauã comandava milícia que atua em Seropédica e Nova Iguaçu/Reprodução
Tauã de Oliveira Francisco, que resistiu à prisão, foi alvo de uma operação da Polícia Civil para capturá-lo
A caçada a um dos bandidos mais perigosos e procurados no Estado do Rio de Janeiro chegou ao fim. O miliciano Tauã de Oliveira Francisco, de 25 anos, conhecido como Tubarão, foi morto na manhã desta terça-feira (6), durante operação para capturar o criminoso, realizada por agentes da Delegacia de Roubos e Furtos (DRF), da Secretaria de Inteligência (SSinte), da 27ª DP (Vicente de Carvalho), e da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF).
O confronto aconteceu no bairro Ponto Chic, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, uma das áreas de atuação do miliciano. Ele chegou a ser levado para o Hospital da Posse, onde já chegou morto.
De acordo com o delegado Moisés Santana, titular da DRF, antes de ser morto, o Tubarão atirou nos policiais e chegou a jogar uma granada contra os agentes. “Mesmo com a casa completamente cercada, o Tauã decidiu resistir a ação, aos mandamentos policiais, efetuou diversos disparos de arma de fogo, arremessou uma granada contra os policiais, que, para se defenderem, efetuaram disparos e o Tauã acabou sendo neutralizado”, afirmou Santana.
O criminoso era chefe da milícia que atua em Seropédica e parte de Nova Iguaçu. Moisés afirmou que para chegar até a localização do criminoso foram meses de investigação, que apontaram ainda que ele chegou a se esconder no Complexo da Maré, que é controlada por traficantes mas tem dado auxílio a milicianos.
Rival de Zinho
Tubarão era rival da milícia de Luís Antônio da Silva Braga, o Zinho, chefe da principal milícia que atua no Rio e que está preso desde dezembro, quando se entregou à Polícia Federal.
Segundo o delegado Mauro César da Silva Jr, titular da DHBF, com a morte de Tubarão, o número de homicídios na Baixada Fluminense deve diminuir.
“Ele era investigado pela prática de vários homicídios, ou cometidos por ele diretamente, ou a mando dele. Certamente, com essa prisão de hoje, a gente vai conseguir reduzir ainda mais o número de homicídios”, afirmou Mauro.
Comemorou morte de inimigo
Em outubro, um vídeo que circulou nas redes sociais mostrou o momento em que Tauã comemorou a morte de Matheus da Silva Rezende, conhecido como Faustão ou Teteus, sobrinho de Zinho. Nas imagens foi possível observar fogos de artifícios que teriam sido soltados em Seropédica.
Tubarão era integrante da milícia Zinho, até dezembro de 2022. Em janeiro de 2023, ele foi até a localidade do KM 32 da antiga Estrada Rio-São Paulo, dominada pela milícia de Zinho, e tomou parte do território em Nova Iguaçu. Milicianos rivais foram mortos.
A partir daí, segundo a polícia, aumentaram os confrontos na região entre as milícias de Zinho e Tubarão, que contou com a ajuda de traficantes do Terceiro Comando Puro (TCP) em alguns embates contra o antigo chefe.
Na última segunda-feira (5), três suspeitos de integrar a milícia do bandido foram presos depois de uma troca de tiros com agentes da 27ªDP (Vicente de Carvalho) em Seropédica. Outras duas pessoas foram conduzidas para a delegacia para prestar depoimento e depois foram liberadas.
Dois policiais civis foram atingidos por estilhaços durante o confronto. Um fuzil, duas pistolas, carregadores e munições, além de roupas camufladas.