MPE vê gastos ilícitos na campanha de reeleição do governador do Rio
Assessoria do governo de Cláudio Castro diz as informações são
“equivocadas”
O Ministério Público Eleitoral (MPE) propôs no fim de 2022 uma representação por
gastos ilícitos na campanha de reeleição do governador do Rio de Janeiro, Cláudio
Castro (PL), e de seu vice, Thiago Pampolha (União). A ação corre em sigilo no
TRE-RJ (Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro).
O governo informou ao site Poder360 que Castro “confia” na decisão da Justiça
Eleitoral, que aprovou em dezembro de 2022 as contas da sua campanha. Segundo
a defesa do governador, a Cincloq, empresa que realizou serviços para a
campanha, já prestou esclarecimentos ao MPE, apresentando documentos que
comprovam as movimentações financeiras.
Em nota, o governo disse que as informações iniciais do Ministério Público estavam
“equivocadas” e que a empresa recebeu R$ 4,9 milhões por uma conta de banco
exclusiva para empresas, mas que não houve repasse do contratante para
qualquer pessoa física.
Apesar de ter confirmado que propôs a representação, o MPE afirmou em nota publicada pelo site Poder360 que só fará novas manifestações nos autos do
processo.
“Dado o sigilo decretado pela Justiça Eleitoral (TRE-RJ) sobre o processo, a
Procuradoria Regional Eleitoral (PRE-RJ) apenas confirma ter proposto no fim de
2022 uma representação por gastos ilícitos de campanha do governador reeleito
Cláudio Castro (PL) e do vice-governador eleito Thiago Pampolha (União), mas fará
qualquer manifestação somente nos autos”.