Navio deixa Praia Campista após 83 dias encalhado em Macaé, no Norte Fluminense
Skandi Amazonas foi reflutuado e rebocado para estaleiro em Niterói, onde passará por inspeções técnicas; Ibama mantém exigências de monitoramento ambiental
O navio de apoio marítimo Skandi Amazonas deixou a Praia Campista, em Macaé, após permanecer 83 dias encalhado no local. A embarcação foi reflutuada e rebocada para um estaleiro em Niterói, onde será submetida a inspeções técnicas.
A operação de retirada contou com a participação da Marinha do Brasil, da Secretaria Executiva de Defesa Civil, da Guarda Municipal de Macaé e de mergulhadores especializados.
Durante os trabalhos, as equipes realizaram a vedação da parte superior do casco de fundo duplo e o bombeamento da água acumulada na embarcação. O reparo da parte inferior do casco foi feito ainda em alto-mar, nas proximidades da Ilha de Santana, antes do início do reboque para Niterói.
O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) acompanhou a operação de retirada.
Segundo o órgão, a Capitania dos Portos autorizou a realização dos reparos subaquáticos, dos testes de estanqueidade e da ancoragem da embarcação.
Planos de monitoramento
Mesmo após a retirada do navio, permanecem as exigências relacionadas aos planos de monitoramento da fauna e da qualidade da água. O objetivo é acompanhar eventuais impactos ambientais provocados pelo período em que a embarcação permaneceu encalhada na costa de Macaé.
O especialista em Gestão Ambiental e pré-candidato a deputado estadual Emanuel Alencar afirmou que o episódio evidencia a necessidade de ações preventivas diante da intensa atividade offshore na região.
Navio encalhou em maio
O Skandi Amazonas encalhou na Praia Campista em 15 de maio, após atingir um banco de rochas e sofrer um rompimento no casco.
Diante da avaria, a manobra de encalhe foi realizada como medida para evitar que a embarcação naufragasse.