Ocupação no Muquiço é reforçada e Disque Denúncia mobiliza buscas após morte de agente

Muquiço

Carlos Eduardo Barros de Oliveira, o Grisalho, e Bruno da Silva Loureiro, o Coronel do Muquiço estão no centro das investigações 

O Disque Denúncia lançou um cartaz para colher pistas que ajudem a localizar os autores do atentado que inspetor Carlos Alberto Freire Neto, da DHBF

 

A ocupação por tempo indeterminado realizada pelas forças de segurança na comunidade do Muquiço, localizada na Zona Norte do Rio, centralizou as investigações nas figuras de Bruno da Silva Loureiro, o “Coronel”, e Carlos Eduardo Barros de Oliveira, o “Grisalho”, identificados como chefias do crime na região.

A mobilização policial ganhou força após um ataque armado na Avenida Brasil, em Guadalupe, que causou a morte do inspetor Carlos Alberto Freire Neto, de 35 anos, lotado na Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF).

Mesmo sob custódia desde junho, após ser detido em uma unidade hospitalar, Coronel continua sob a lupa das autoridades devido ao seu histórico em homicídios e tráfico, além de ser suspeito de ordenar a morte de uma jovem em 2025. Diante de seu confinamento, Grisalho, foragido com 14 mandados de prisão e conhecido por zombar da polícia na internet, passou a ter maior relevância nas apurações locais.

Caça aos assassinos

Nesta quinta-feira (9), o Disque Denúncia lançou um cartaz para colher pistas que ajudem a localizar os autores do atentado contra a equipe policial, caso que agora está sob a responsabilidade da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC).

No momento do crime, o inspetor Carlos Alberto e mais três agentes realizavam ações de inteligência no perímetro do Muquiço quando foram interceptados por criminosos. O inspetor foi atingido na cabeça e não resistiu após o socorro; já a policial Juliele da Conceição Brandt foi baleada na perna, operada e apresenta quadro de saúde estável.