PF intercepta mais de 1,6 tonelada de drogas em veículo de carga no Paraná

Apreensão

Mais de 1,6 tonelada de maconha e 2 quilos de haxixe foram apreendidos pela Polícia Federal em uma carreta que seguia para o Rio de Janeiro

 

A Polícia Federal (PF) prendeu em flagrante, no início da manhã do último domingo (21), um condutor que realizava o transporte de 1.632 quilos de maconha e outros 2 quilos de haxixe camuflados no interior de uma carreta de cimento, abordada na rodovia BR-277, em Cascavel (PR). Conforme as investigações, o carregamento ilícito tinha como destino final abastecer facções em comunidades da capital fluminense.

Os entorpecentes foram localizados durante uma fiscalização de rotina na via. Os policiais relataram que o motorista exibiu forte nervosismo durante a entrevista inicial, comportamento que justificou uma busca minuciosa na estrutura do veículo de grande porte. No decorrer da varredura, as equipes conseguiram detectar os fardos da droga perfeitamente ocultados no espaço de carga.

Tráfico internacional

O motorista acabou detido imediatamente e foi conduzido, ao lado do caminhão e de todo o material recolhido, para a sede da Delegacia da Polícia Federal em Cascavel. No local, ele foi autuado formalmente pelo crime de tráfico internacional de entorpecentes e seguiu recolhido para o sistema prisional, ficando à disposição do Poder Judiciário.

A ofensiva foi deflagrada no contexto da Operação Redentor, por meio de uma grande força-tarefa que envolveu a unidade da PF em Cascavel, a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado do Paraná (FICCO/PR), o Batalhão de Polícia de Fronteira (BPFRON) e o Pelotão de Operações com Cães (POP) da Polícia Militar de Foz do Iguaçu.

Levantamento de inteligência prévia

De acordo com o comunicado emitido pela PF, a interceptação bem-sucedida foi fruto de um amplo levantamento de inteligência prévia conduzido pela Delegacia de Repressão a Drogas do Rio de Janeiro (DRE/RJ), que atuou de forma coordenada e em tempo real com as agências policiais do estado paranaense.

A instituição informou também que a mobilização responde diretamente às determinações jurídicas da ADPF 635 do Supremo Tribunal Federal (STF), cujo propósito central é minar o poder econômico de quadrilhas. O foco prioritário reside no estrangulamento de eixos rodoviários estratégicos voltados ao comércio de armas e drogas direcionados a regiões conflagradas.