Polícia Civil captura integrante de grupo que torturou homens na Cidade Alta

Capturado

Criminoso preso por agentes da DGHPP é acusado de agredir e manter vítimas em cárcere privado em local conhecido como “Resort”

Agentes do DGHPP prenderam nesta terça-feira (9) um criminoso apontado como integrante de uma organização criminosa que torturou duas pessoas no Complexo de Israel, na Zona Norte do Rio. David da Costa Martins, conhecido pelo apelido de “Titânio”, foi localizado em Bangu, na Zona Oeste, em cumprimento a um mandado de prisão preventiva.

As investigações indicam que as vítimas foram levadas para uma área denominada Resort, utilizada por traficantes como centro de reuniões e local de punições. No local, os dois homens foram mantidos em cárcere privado, espancados e sofreram ameaças de morte sob a suspeita de que um deles fosse um policial disfarçado.

O crime ocorreu após os dois homens entrarem por engano na comunidade da Cidade Alta enquanto tentavam escapar de um assalto em uma via próxima. Eles buscaram abrigo em uma residência, mas acabaram rendidos pelo grupo armado. David teria participado ativamente das agressões durante o transporte de um dos homens para o cativeiro.

Sessão de tortura

A sessão de violência só foi interrompida após uma intervenção policial na região. Os dois homens foram resgatados e precisaram de atendimento médico imediato devido aos ferimentos sofridos durante o período em que estiveram sob o domínio dos criminosos.

Conflito causou morte de idosa na região

A movimentação dos traficantes e a perseguição às vítimas provocaram um tiroteio na localidade. Durante o confronto, Jandira da Nóbrega Amorim, de 70 anos, foi baleada. A idosa foi socorrida e levada ao Hospital Estadual Getúlio Vargas, mas não resistiu aos ferimentos e morreu na unidade de saúde.

David Martins é um dos 12 denunciados pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) pelo envolvimento no episódio. A decisão judicial que determinou sua prisão foi baseada em depoimentos, laudos periciais e no reconhecimento formal feito pelas vítimas. O caso continua sob investigação para identificar outros envolvidos com a facção que atua na área.