Polícia Federal prende mergulhadores do CV que escondiam cocaína em navios

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Remessas eram enviadas para diversos países da Europa. Os agentes da PF apreenderam mais de 1.470kg de cocaína/Divulgação

Mergulhador foi preso nas proximidades de um navio/Reprodução

 

Cerca de 50 agentes da Polícia Federal cumpriram mandados de prisão preventiva e seis de busca e apreensão em vários endereços

A Polícia Federal (PF) desarticulou na manhã desta quarta-feira (24) um grupo criminoso responsável pela exportação de cocaína em sua forma mais pura (cloridrato de cocaína) para a Europa, por meio de navios.

Cerca de 50 policiais federais deflagraram a Operação Novos Rumos para cumprir
quatro mandados de prisão preventiva e seis de busca e apreensão, expedidos
pela Justiça Federal do Rio de Janeiro, em endereços situados na cidade do Rio,
em Magé (RJ) e Niterói (RJ).

De acordo com as investigações, a organização, ligada à maior facção do Rio de
Janeiro, o Comando Vermelho, tem como forma de atuação o armazenamento de
entorpecentes em depósitos localizados nas comunidades cariocas, para posterior
remessa por meio de navios destinados ao continente europeu.

Funcionários do porto no esquema 
Para ter acesso ao destino final dos navios de interesse, o grupo contava com o
apoio de funcionários contratados do porto, que apresentavam as rotas das
embarcações atracadas no Rio de Janeiro. Além disso, um grupo de mergulhadores
profissionais (também alvos de mandados de prisão preventiva) integrava a facção
e era responsável por ocultar a droga nos cascos dos navios.

Ao todo, mais de 1.470 kg de cloridrato de cocaína foi apreendido pela PF no Rio
durante os atos investigatórios.

O nome da operação se deve ao fato de a principal facção criminosa do Rio de
Janeiro apresentar nova frente de atuação no tráfico de entorpecentes, passando a
atuar não só em âmbito local, mas também no tráfico internacional de drogas.

Emerson Buckmann é o mergulhador ligado à facção carioca/Divulgação

Mergulhador ligado ao CV é um dos presos
Um dos presos na operação é Emerson Gonçalves Buckmann. Ele é apontado pela
Polícia Federal (PF) como um mergulhador associado à facção carioca CV. A
função do investigado era colocar cloridrato de cocaína (forma mais pura do
entorpecente) em navios.

Os investigados, vinculados ao Comando Vermelho, também armazenavam
entorpecentes em depósitos nas comunidades cariocas, para posterior envio à
Europa, por meio de navios. As drogas tinham como destino a Antuérpia, na
Bélgica; Le Havre, na França; Roterdã, na Holanda; Hamburgo, na Alemanha; e
Setúbal, em Portugal.