Prefeito de Queimados promove farra de cargos às vésperas de ano eleitoral

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A criação de cargos comissionados contradiz discurso de campanha de Glauco Kaizer sobre redução de custos na prefeitura/Reprodução

 

Enxugar número de secretarias e conter sangria dos gastos eram o tom do discurso de campanha de Glauco, porque, na prática, a história é outra/Reprodução 

Às vésperas de ano eleitoral, o governo de Glauco Kaizer (Solidariedade) provocou
mais uma polêmica ao sancionar a Lei 1743, e 19 de maio de 2023 que cria 53
novos cargos comissionados na estrutura administrativa da Prefeitura de
Queimados, na Baixada Fluminense. A proposta foi aprovada pelos vereadores sem
questionamentos.

A medida contradiz o discurso de campanha do político, nas eleições de 2020,
segundo o qual, caso fosse eleito iria promover uma política para controle das
finanças, como reduzir o número de secretarias e realizar a contenção de gastos.
Três anos após assumir o comando da prefeitura, Glauco tem mostrado o oposto:
falta de transparência, distribuição de cargos, inclusive para a bancada aliada do
Legislativo, além da prática de nepotismo.

As suspeitas de irregularidades em seu governo formam o teor de denúncias
protocoladas no Ministério Público e podem levá-lo a responder por improbidade
administrativa.

Folha de pagamento inflada

A gestão municipal conta, atualmente, com 29 secretarias e mais de mil cargos em
comissão. Esse rompo administrativo tem como consequência a oneração da folha
de pagamento, que ganhou capa de gordura desde a posse de Glauco Kaizer.

Em meio à criação de cargos, a prefeitura engata outra polêmica: um empréstimo
de R$ 100 milhões junto à Caixa Econômica Federal para investimentos em
infraestrutura, também aprovado pela Câmara. Na próxima edição, a reportagem irá contar detalhes deste caso.