Prefeitura do Rio suspende shows Bruno Mars; Paes dispara: “Aqui não é casa da mãe Joana”

Prefeito Eduardo Paes disse que não autorizou o show que Bruno Mars faria em outubro, dois dias antes das eleições municipais/Reprodução
A Prefeitura do Rio de Janeiro suspendeu os shows que o cantor americano Bruno Mars faria na cidade em outubro deste ano às vésperas das eleições municipais. O decisão determina ainda que a Live Nation, organizadora do evento, devolva aos consumidores o valor dos ingressos adquiridos na última quarta-feira (8).
A situação surpreendeu os fãs que enfrentaram 20 horas de fila e muito tempo de espera no site oficial para comprar o seu passe para as apresentações, que estavam marcadas para os dias 4 e 5 de outubro.
Nas redes sociais, o prefeito Eduardo Paes explicou o motivo pelo qual não deu nem dará autorização para os shows de Bruno Mars na cidade.
“O processo eleitoral exige uma mobilização muito grande de servidores para acontecer. Isso se dá principalmente em relação às forças policiais e à Guarda Municipal. Imaginar que vai se fazer qualquer grande evento no Rio de Janeiro (diria até que no Brasil) às vésperas das eleições é absurdo pela necessidade de mobilização de uma grande quantidade desses mesmos agentes públicos”, escreveu ele no X, antigo Twitter.
A decisão de Paes gerou discussões entre os fãs e a comunidade em geral. Alguns apoiaram a medida, enquanto outros expressaram descontentamento com o cancelamento dos shows.
Em resposta, o prefeito publicou no X, na manhã de quinta (9): “O Rio de Janeiro tem todo o prazer e potencial para receber grandes eventos. Todo mundo sabe que eu sou o primeiro a estimular o apoio para que o evento aconteça. Vocês vão me desculpar a expressão, mas aqui não é casa da mãe Joana, não é terra de ninguém. O Rio tem ordem, governo, e o principal, responsabilidade com a população”, afirmou.
TRE apoia decisão
O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), responsável pela organização das eleições no estado, expressou sua gratidão à Prefeitura do Rio por sua decisão de não conceder alvará para a realização do show de Bruno Marsem 4 de outubro, apenas dois dias antes do primeiro turno das eleições.
A mobilização das forças de segurança é essencial para garantir o sucesso das eleições em um estado com mais de cinco mil locais de votação, cerca de 30 mil seções eleitorais e quase 13 milhões de eleitores. Essa mobilização abrange desde a proteção dos locais de votação até a escolta e logística de distribuição das urnas, além da segurança dos eleitores e candidatos.