PSD pede que MPRJ investigue Castro e Curi por operação contra o vereador Salvino Oliveira 

Vereador

Investigação envolvendo o vereador Salvino Oliveira poderia ter finalidade eleitoreira

 

O Diretório Estadual do PSD do Rio de Janeiro apresentou ao Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro uma representação por atos de improbidade administrativa contra Cláudio Castro, Felipe Curi e o delegado Pedro Cassundé. O documento pede a abertura de inquérito civil para apurar suposto uso do aparato policial do estado com finalidade político-eleitoral no caso envolvendo o vereador Salvino Oliveira, do PSD.

A representação foi protocolada na Promotoria de Tutela Coletiva de Defesa da Cidadania da Capital e é assinada por advogados do partido. O PSD sustenta que houve abuso na condução da investigação que levou à prisão temporária de Salvino Oliveira, em março de 2026, no âmbito de uma operação da Polícia Civil do Rio de Janeiro.

Segundo o partido, a operação teria sido usada para atingir politicamente um vereador ligado ao grupo do então prefeito Eduardo Paes. A sigla afirma que a investigação não apresentou indícios concretos de participação de Salvino Oliveira em crimes e que houve divulgação de informações sigilosas pelas redes sociais institucionais da Polícia Civil.

Exploração da imagem

A representação também menciona a exploração pública da imagem do vereador após a operação. O PSD afirma que vídeos e publicações oficiais teriam sido usados para associar o parlamentar ao Comando Vermelho antes de qualquer contraditório.

Um dos principais pontos citados pelo PSD é a decisão da 2ª Vara Especializada em Organização Criminosa da Comarca da Capital, que determinou o trancamento do inquérito em relação a Salvino Oliveira Barbosa.

Na decisão, segundo o documento, o juízo afirmou que não havia justa causa para a continuidade da investigação contra o vereador. A sentença também apontou irregularidades na condução do procedimento investigatório e mencionou questionamentos sobre possível uso do aparato policial para perseguição política.

O trecho citado na representação diz que a investigação se apoiava na menção ao nome de Salvino em uma conversa de WhatsApp entre terceiros. Para o PSD, esse elemento não seria suficiente para justificar medidas cautelares contra o parlamentar.

O documento também aponta que a prisão temporária de Salvino Oliveira foi revogada por decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, que considerou precários os indícios de envolvimento do vereador com organização criminosa.

Conduções coercitivas e violação de sigilo

A representação afirma que pessoas próximas ao vereador, incluindo pastores de sua igreja e até seus avós, teriam sido levadas a depor sob ameaça de crime de desobediência. Segundo o PSD, alguns desses depoimentos foram registrados como comparecimentos voluntários.

O partido também sustenta que os avós de Salvino Oliveira foram interrogados sem a presença de advogado e questionados sobre temas pessoais, como rotina religiosa, infância e vida financeira do parlamentar.

Outro ponto citado é a divulgação de dados sobre suposta movimentação financeira atípica do vereador. A representação afirma que a informação foi publicada em nota oficial da Polícia Civil depois da revogação da prisão, sem que constasse do pedido original de prisão temporária.