Suspeito de feminicídio em hotel na Zona Sul do Rio é preso pela Polícia Civil

Feminicídio

Letícia foi encontrada desacordada na piscina privativa da suíte em que estava hospedada com o homem. Ela chegou a ser socorrida com vida, mas não resistiu aos ferimentos

A Polícia Civil prendeu, na última terça-feira (30), o suspeito de matar Letícia Rodrigues Neves em Copacabana, na Zona Sul do Rio. O feminicídio ocorreu em um hotel na Avenida Niemeyer, na mesma região, no sábado (20). A identidade do suspeito não foi divulgada.

Letícia foi encontrada desacordada na piscina privativa da suíte em que estava hospedada com o homem. Ela chegou a ser socorrida com vida, mas não resistiu aos ferimentos.

Imagens das câmeras de segurança do hotel foram analisadas, assim como depoimentos de funcionários e pessoas próximas ao casal. Exames periciais apontaram que as lesões encontradas no corpo da vítima não eram compatíveis com a versão apresentada inicialmente pelo suspeito.

Segundo os laudos, havia sinais de agressões provocadas por objeto contundente, o que reforçou a hipótese de violência física antes da queda na piscina.

As apurações também identificaram relatos de episódios anteriores de agressão envolvendo o homem em outros relacionamentos. Além disso, mensagens enviadas pela própria vítima a pessoas próximas indicavam que ela já vinha sofrendo situações de violência antes do crime.

Outro ponto levantado durante a investigação foi o fato de que, após a morte de Letícia, o suspeito teria procurado uma ex-companheira pedindo que ela retirasse medidas protetivas contra ele em outro caso.

Com base no conjunto de provas reunidas ao longo da investigação, a Polícia Civil solicitou a prisão temporária do suspeito, que foi autorizada pela Justiça e cumprida na última terça (30). O homem permanece preso.

Dados sobre feminicídio

Dados divulgados pelo Instituto de Segurança Pública (ISP) apontam que as tentativas de feminicídio cresceram 10,2% no estado do Rio de Janeiro no primeiro trimestre de 2026, na comparação com o mesmo período do ano anterior.

O levantamento também registrou aumento de 37% nos casos de constrangimento ilegal e de 25% nas ocorrências de difamação, reforçando o cenário de crescimento da violência contra a mulher no estado.